quarta-feira, outubro 31, 2007

Entrevista com a Modus - Parte 2

Continuação de nossa entrevista para o lançamento da coletânea "Under the Southern Sun", do post anterior:

6- Sabe-se que o verdadeiro espírito da Modus repousa no industrial pré oitentista e oitentista, com nítidas influencias do post punk e da coldwave, mantendo a banda, as características iniciais do estilo como o experimentalismo e o caos sonoro...porem, hoje infelizmente o conceito de industrial moderno refere-se principalmente as bandas que seguiram a escola do ministry e do white zombie como marilyn manson e rammstein, alem de bandas que exploram um lado mais dançante....o conceito de rock industrial foi deturpado? Ou trata-se somente uma ramificação moderna?

Nossa, foi a melhor definição do som da Modus dada até hoje!! (rs). Acreditamos que existe um pouco de cada coisa, houve uma deturpação que tornou o estilo mais acessível e palatável, em parte devido a associação com o Metal (que sempre desprezou a música sem técnica como o Industrial, o Eletrônico e afins). Algumas bandas realmente procuram atualizar o conceito de forma honesta e criativa; sem diluição; a exemplo do Ministry, Young Gods, Treponem Pal. Já outras estão apenas pegando carona na onda e não demonstram aprofundamento; como o próprio White Zombie (que só serviu na prática para lançar Rob Zombie, nem como músico, e sim como cineasta). A ramificação realmente existe (Industrial Metal), só que temos muitos artistas que vão sumir com o tempo por não possuirem embasamento e outros vão se firmar pela coerência, como o Young Gods, que já tem mais de 20 anos de atividade!

7-Uma coisa que chama atenção na Modus é o balanceamento feito nas composições, existem doses exatas de caos e melancolia. As letras e as melodias transparecem um misto de desordem e desespero gritante, mas ao mesmo tempo de tristeza e sensibilidade...me parece que mesmo de forma despretensiosa, a modus conseguiu traduzir em musica os sentimentos que atraem os apreciadores da subcultura gótica e os adeptos do nos industriais, porem de uma forma nada fantasiosa, por assim dizer, já que todos os aspectos ditos melancólicos que se apresentam nas musicas da modus possuem um caracter moderno, urbano e real como por exemplo a descrição poética de uma morte por acidente de automóvel. Em tempos de saturação da tematica lírica gótica isso seria um trunfo?

Com certeza, este fator é algo realmente intencional! Embora trabalhemos com o Gótico, não nos prendemos a devaneios, procuramos estar atentos a realidade que nos cerca. Se por um lado, a Modus aborda sentimentos bastante íntimos, como: loucura, desordem mental e outros; por outro lado, pretendemos fazer uma analíse crítica do mundo moderno que a cada dia se torna mais amargo e sem esperança. Muitas das letras atuais, inclusive, já carregam este sentimento de descrédito perante a sociedade. Musicalmente também trabalhamos desta forma: procuramos criar climas viajantes e entorpecentes através de sequencias de ruído e notas lineares, fazendo da música uma ponte entre estes dois extremos. Podemos afirmar que, com relação a outras bandas do estilo, este é nosso maior trunfo!

8-“A modus não é dançante!” Como vocês encaram este tipo de frase?

Bem, a pessoa que teceu este comentário o fez como uma crítica, mas nós encaramos como elogio! (rs). Foi a respeito de nossa apresentação no Nordeste Gothic Reunion, e no dia seguinte a pessoa falou que deveríamos ter tocado no início ou no fim, pois "não somos dançantes"! Foi algo interessante porque, se por um lado "quebramos o clima" das bandas como Plastic Noir e Almas Mortas; por outro ficou reforçado o aspecto (abordado justamente na pergunta anterior) de que realmente somos idiossincráticos e diferenciados de outras bandas Góticas. Só espero que estas bandas não tomem isso como ofensa, afinal apenas somos mais barulhentos, só isso! (rs)

9- Os shows da Modus são conhecidos pela singularidade de cada um deles, jah vi pessoas comentarem que nunca viram um show da modus que se parecessem com outro já feito pela banda....como se dá este processo de entrega da Modus no palco?

É algo bem real, pois quando tocamos colocamos para fora todo o ódio. Procuramos também trabalhar bastante o lado visual, utilizando uniformes e outros, tudo dentro de uma coerência. A Modus escreve sobre o que vive, portanto fica fácil passar o que sentimos pela música. Conseguimos transmitir raiva, melancolia, reflexão e outros simplesmente porque é por aquilo que estamos passando na nossa vida. O resultado é que as nossas músicas nunca abordam uma única forma de expressão ou sentimento, é difícil ver alguém que só curte Gótico por exemplo, falar que gosta de todas as composições, as pessoas se identificam mais com uma ou outra. Tudo isso acaba modelando a nossa presença de palco. Outra coisa que contribui é que nunca encontramos a estrutra que necessitamos nos shows (poucos microfones, som inadequado, etc), dest foma acabamos criando nossa própris estrutura para complementar o show, como: máscaras, imagens, objetos e outros.

10-Podemos dizer que a musica da Modus é instintiva? Como é o processo de composição?

Sim, é bastante instintiva! Não procuramos criar arranjos elaborados, a composição segue de forma livre, bastante semelhante ao método dos Dadaístas. Normalmente ficamos tocando qualquer coisa de forma espontânea, sem nada combinado. Daí naturalmente ocorre um ajuste, onde alguém cria algo em cima e então passamos a trabalhar naquilo, que pode ser uma sequencia musical, uma nota repetida ou até mesmo um som ou ruído! O último passo e encaixar a letra, que demora um pouco. Mas tem também o método tradicional: alguém tem uma sequencia de notas e aí trabalhamos em cima até ficar ao gosto de todos. É um processo bem participativo e dinâmico!

11-A musica “Visões” pode se encarada como uma alegoria para a culpa?

Sabe, nunca a vimos desta forma. Mas sabemos que os admiradores tem sempre uma forma própria de interpretar as letras e a música. Podemos sim, encarar ela como uma alegoria a culpa, pois acreditamos firmemente que a arte em geral pode ser entendida dos mais diferentes pontos de vista.

12 -Uma síndrome do underground e talvez da música mainstream é a chamada “descoberta tardia”, muitas bandas viram lendas, após seu termino, como por exemplo as brasilienses Lupercais e Pompas Fúnebres, a paulista Stale Bread, a mineira Lábia Minora e a baiana Chants of Maledicta, hoje objetos de culto e de amor tardio, a Modus teme ser uma banda “cult post mortem”?

Acreditamos que já passamos deste estágio. Primeiro devido ao longo tempo de estrada que temos, enquanto a maioria das bandas citadas durou menos que nós. Outro fator a se considerar é que nosso som, como falamos anteriormente, é muito estranho até mesmo para um padrão Underground. Não iremos passar a ter maior aceitação só porque terminamos, isso até pode ocorrer, mas não de forma como aconteceu com as bandas acima. Existe a questão que uma banda que acabou atiça mais a curiosidade do que uma em atividade, mas só o tempo poderia dar uma resposta real a essa questão.

13-A banda pretende voltar a gravar alguma coisa? Algumas músicas novas já são bem conhecidas por causas dos shows, existe intenção de grava-las em estúdio?

Sim, já está mais do que na hora de gravarmos, o CD "Radio-Graphia" é de 2000, sete anos é muito tempo!! (rs). Antes do final de Novembro estamos lançando o CD novo. Vamos participar do tributo a banda carioca Black Future com a música "Eu Sou o Rio", que já foi desenvolvida, por isso temos de estabelecer este prazo, já que a coletânea será lançada no final de Novembro. As músicas estão mais dançantes (por incrível que pareça!) e as letras estão mais diretas. Vamos fazer uma embalagem especial, com o intuito de alavancar as vendas do CD físico, ao invés do mp3. Aguardem!!

14- Valeu pela entrevista David. Utilize este espaço para considerações finais.
Agradecemos ao espaço e a iniciativa, esperamos que daqui por diante mais oportunidades se abram para nós e as bandas irmãs! Muito obrigado a todos que nos acompanham por tantos anos e aos novos fãs. Para novidades, acessem www.modusweb.blogspot.com ou www.myspace.com/modusweb .

Entrevista com a Modus - Parte 1

A entrevista a seguir será lançada juntamente com uma coletânea de bandas Darkwave nacionais, que está sendo organizada por Ranniere (um dos produtores do Nordeste Gothic Reunion). A coletânea se chamará "Under The Southern Sun", segue a primeira parte:

1-O que é a Modus Operandi?

A Modus Operandi é um conceito musical, artístico e cultural, não somos um banda no sentido tradicional do termo. Para compor nossas músicas temos influências de quadros de Dali e Kandinski, de movimentos artísticos como o Dadaísmo, de livros como "Almas Mortas" de Gogol ou de filmes como "O Massacre da Serra Elétrica" de Tobe Hooper. Além da música em si, tentamos transmitir a sensação de ler um livro fascinante, ver um filme de impacto ou assistir uma manifestação artística ou um quadro, tudo isso na forma de música. Felizmente, as pessoas percebem isso e sempre comentam, o que é bastante positivo para nós!

2-Você sempre cita como influências da banda, varias bandas baianas desconhecidas do publico underground nacional como o Treblinka e o Meio Homem, que sem dúvida estão bem acima da média...a cena baiana e nordestina em geral é menosprezada? Ou isto é apenas um complexo do underground daqui?

Bem, é uma coisa de anos e anos, né? Existe a questão do menosprezo que vem do fator cultural de Salvador, que nunca foi o berço do Rock e seus sub-estilos, aliada ao fato que de tudo ocorre no eixo Rio-São Paulo. Infelizmente, a região Sul e Sudeste ainda tem um certo preconceito com relação a música alternativa feita no Nordeste. Mas isso não signifique que seja algo generalizado, pois temos muitos admiradores de nossa música por estes lados que são pessoas realmente coerentes e se interessam por música seja ela de onde for. O Complexo de Underground acaba ocorrendo porque o Rock na Bahia é algo essencialmente alternativo. Claro que tem (poucas) bandas que tocam em rádio FM e aparecem na TV daqui (como a Cascadura), mas a grande maioria ainda é bastante desconhecida! Existem poucos espaços, o público é irregular e a mídia prefere dar vazão ao Pop Rock, daí temos essa "sensação" que acaba por se tornar o motivo de resistência das bandas undergrounds! Claro que me refiro as bandas que praticam um som fora dos padrões, como nós e outras tipo: Almas Mortas, Ecos e Sussurros, Desrroche, Chapéu Negro, etc. O Complexo acaba se tornando a bandeira destas bandas, que paradoxalmente faz que que elas durem mais do que as mais famosas, que desejam sucesso imediato e terminam tão rápido como aparecem!

3- A Modus Operandi tem mais de uma década de historia no underground baiano... em todos estes anos o que mais te deixou orgulhoso em ter uma banda como a Modus? E o que mais te decepcionou ou decepciona?

O que mais nos orgulha é o fato de termos nos tornado pais de família e continuarmos aqui até hoje! Vimos bandas como a Dead Billies, que saíram de Salvador e foram parar na MTV, e no final das contas não deram em nada por causa de egocêntrismos! O nosso orgulho é poder continuar com a mesma energia do início, sem mudarmos ou sem desrespeitar um ao outro na banda! O que decepciona é que o cenário se tornou mais fechado, apesar de mais popular. Antes existia uma maior interação de bandas de diversos estilos e diversos tipos de públicos, basta observar a grande quantidade de colatâneas que foram lançadas reunindo artistas de estilos distintos, como Telefanzine Linha Direta com o Rock, Umdabahia e outras. Digo isso porque a Modus já tocou (e ainda toca) com todo tipo de banda de outro estilo de Rock. Foi justamente isso que nos fez conseguir muitos fãs fiéis, fomos surpreendendo pessoas de outras tribos como o Metal e o Punk e estamos aí até hoje! Atualmente a coisa está se estratificando e existem grupos isolados que tocam nos mesmos lugares com o mesmo tipo de expectador, uma espécie de "ciclo vicioso" que só faz separar o pouco que existe!

4- Em se tratando de banda underground é sabido que retorno financeiro é algo que beira o impossível, e mesmo assim vemos bandas como a Modus e Almas Mortas, por exemplo, bancarem as gravações sem receber nenhum apoio.... o que motiva a Modus em continuar ?

Porque fazemos parte de um grupo que realmente se importa com música. Não ligamos para tocar no Rio Vermelho, sair no Bahiarock, aparecer na TV Salvador ou outra coisa do tipo. As bandas que estão na mídia soteropolitana atualmente são formadas de resquícios de outras que foram fracassadas, apesar de tocarem em lugares badalados e terem bastante exposição. Mas como não se ligam em objetivos, para eles tanto faz acabarem como continuarem. Chega um ponto em que desistem de vez e tudo isso acontece porque não existe NADA debaixo da aparência e do "oba-oba"! Já as bandas Undergrounds sempre continuam porque sabem que fazem algo que não pode ser viabilizado comercialmente, o que as leva a conhecer pessoas que se interessam verdadeiramente por música e elas passam a amar aquilo! A partir do momento que elas não objetivam colocarem seus egos na frente do palco e produzem música do coração, não existe preocupação com longevidade ou sucesso, cada fã conquistado para este tipo de banda já é um sucesso! Fazendo um comparação: as bandas da mídia se prostituem (pois sempre trocam de estilo, de roupa ou de qualquer coisa em nome do sucesso transitório) e as bandas do underground se casam (com sua fidelidade musical e caráter estético).

5- Acima de tudo underground significa liberdade de expressão em todos os sentidos, principalmente musical, mesmo assim podemos dizer que o próprio underground em parte não aceita bandas como a Modus? Ou não as entende?

No nosso caso específico, a resposta é sim, mas por um motivo bastante peculiar. Trabalhamos com o Industrial da primeira fase, estilo de músicas como a australiana SPK e a alemã Einsturzende Neubauten. Mesmo para fãs do Industrial, nossa música é bastante difícil, por isso encaramos o fato de nossas composições não serem sempre absorvidas como algo natural. Dentro do dito Undeground temos muitos subestilos e podemos observar que algumas bandas são bem compreeendidas, veja o caso da Jardim do Silêncio, que foi formada bem depois de nós e já possui uma aceitação bem maior que a Modus. Mas temos visto, com o passar dos anos, que mesmo no Underground existem certos paramêtros musicais e estéticos, o que resulta nessa não aceitação de alguns.

quarta-feira, outubro 03, 2007

DARKTRONIC X


O vocalista David Giassi também é DJ, e vai tocar no evento abaixo (como DJ Vertigo):


[ . [ . [ D A R K T R O N I C . X . ] . ] . ]
O Despertar dos Vampiros

# Live:
+ HATECH (SP) :::
www.myspace. com/hatech
(Industrial / EBM / Dark Electro)

+ Jardim do Silêncio :::
www.myspace. com/jardimdosile ncio
(Electro-Gothic / Darkwave)

+ X-Pleroma (Belém- PA) ::
www.fiberonline. uol.com.br/ pleroma
(Dark Electro / Industrial)

# DJs:
Devilla + Lohak + Vertigo + Monaco
+ Projeção de vídeos na pista
+ Lounge com exibição de filmes de vampiros
+ Malabares e Pirofagia
+ Stands (Estrela Negra (PE) / Sinister / Lohak's Bottons / Expozines)
+ Sorteio

Dia: 06 de outubro de 2007 (sábado)
Horário: às 20:00H

Local: Zauber Multicultura
(Ladeira da Misericórdia - atrás da prefeitura – Praça da Sé / Salvador - BA)

R$ 10 (antecipado) ::: R$ 12 (na hora)

Pontos de Venda:
* Monaco Tattoo (3495-3261)
* Smile Stamps (3322-1907)
*Andarilho Urbano (3450-4533)

Info:
http://www.fotolog.com/darktronic
E-mail: http://br.f560.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=ravenproducoes@yahoo.com.br
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=626929
Tel.: (71) 3495-3261 / 8857-7907 / 8189-4083

quarta-feira, setembro 05, 2007

Porque tocamos ainda na Modus Operandi??

Leandro (Valinhos-SP):
"sem puxação..mais vcs são um folego novo;;;;vcs concerteza sao a banda mais criativa que surgiu na cena nacional atualmente.."
"continue a lutar por isso pq a musica sempre vale a pena.... sem musica nao existe vida..a musica move nossos passos"

Kurt Manson (Imperatriz-MG):
"Realmente me apaixonei pelo som."
"cara, não paro de escutar o som d vc's!"
"O som q vc's produzem...me apaixonei pela proposta da banda."

Henrique (São José dos Campos-SP):
"Abs, e parabéns pela banda e força na jornada da cena..."

Tributo ao Black Future (Rio de Janeiro-RJ):
"David, gostaria de convidar a MODUS OPERANDI para nos brindar com uma faixa do CD Tributo ao BLACK FUTURE"

N? Monte Cristo (São Paulo-SP):
"se cuida bons sows sua banda é foda vivas modus operandi ... "

Dennis Banda Days are Night (São Paulo-SP):
"cara eu amei o som do Modus Operandi! cara é realmente ótimo, são sons como os de vcs que nos fazem ainda acreditar na cena nacional! quero a demo de vcs cara!(...) PArabens pelo som meu velho!!! "

Fábio Banks Banda Zigurate (Curitiba-PR):
"Legal o som de vcs!!!"

Guarniery Banda Orquídeas Francesas (Campina Grande-PB):
"industrial com a cara do nordeste muito bizarro "

Rafael Lucena (Fortaleza-CE):
"Muito massa a tua banda! Uma verdadeira catarse no palco! "

Fernando (Salvador-BA):
"o som de vcs foi perfeito.. muito bom... "

Muito obrigado a todos vocês que nos auxiliam nesta longa jornada!!! Nosso som é o resultado da força que recebemos de todos!!

quinta-feira, julho 19, 2007

Vídeo da Modus Operandi no You Tube!

Vídeo gravado no Festival de Música dos Correios, em agosto de 2006, sem a presença do seu insandecido vocalista, David Giassi, que foi representado à altura pelo "furadeirista" serial killer da banda, o Ilmo. Sr. Marcos Sampaio:

http://www.youtube.com/watch?v=U8xuePFZc-o

Assistam e deixem seus comentários!!

segunda-feira, maio 28, 2007

Modus irá participar do Tributo à banda Black Future!

Fomos convidados para participar do Tributo à banda carioca Black Future, dos anos 80! O Black Future lançou apenas um disco que foi produzido pelo Thomas Pappon (Fellini, Smack) onde misturou experimentalismos (tapes pré gravados, violinos) com vocais falados e letras absurdamente denunciadoras! Outras bandas vão participar, como: Almas Mortas, Mvndo da M3nte, Days Are Nights, etc. O tributo vai ser produzido, entre outros, pelo zine carioca RIO AFTER MIDNIGHT em parceria com a Biodiversidade Produções (que inclusive já lançou uma coletânea que Modus participou ao lado de bandas eletrônicas e industriais).

Para os que ainda não conhecem o Black Future, aí vai o link para baixar as músicas do disco "Eu Sou o Rio" (que é também o nome da música título do disco e que foi a nossa escolhida!):

http://rapidshare.com/files/20511048/black_future_-_eu_sou_o_rio.rar.html

Tem também o link falando um pouco sobre a história da banda e as letras do disco:

http://blackfuture.multiply.com/journal

Fiquem ligados para mais novidades!!

domingo, maio 13, 2007

Notícias fresquinhas!

Informamos que o motivo de nossa mais nova "parada" é a cirurgia no ombro que se submeteu nosso "furadeirista" Marcos Sampaio, que está se recuperando muito bem! E a outra novidade, ainda relacionada a ele, é que pela segunda vez o mesmo irá desempenhar o papel de papai, pois sua esposa está grávida de um garoto!!

Portanto, assim que "baixar a poeira" iremos voltar e realizar nosso próximo e esperado passo: gravar o novo CD da Modus, já que o CD "Radio-Graphia" é de 2000 e está mais do que defasado!

Fiquem ligados!!!!

sábado, abril 07, 2007

Nota sobre o Festival Rock Underground

A todos que foram nos prestigiar no Festival Rock Underground, pedimos desculpas por não termos tocado. Ocorreu que fizemos toda a divulgação do evento conforme grade acertada anteriormente, onde as bandas Ecos & Sussurros, Almas Mortas e Modus Operandi tocariam nesta sequencia. Infelizmente a organização do evento (leia-se Jairo), numa atitude arbitrária e irresponsável, resolveu colocar a banda "Os Carnisas" (sic) antes da Modus. Explicamos por diversas vezes que muitas pessoas estavam esperando nossa apresentação naquele horário e tinham de voltar para casa cedo (conforme divulgamos e foi acertado ANTES!) só que a tal banda fazia parte da organização do evento e acabou por "forçar a barra" e não se sensibilizou e nem respeitou o público presente, sem contar que contratamos uma pessoa para filmar nosso show e tivemos de pagar o seu deslocamento de volta para casa, o que nos causou prejuízo.
Queremos agradecer as pessoas que lá estiveram, ao apoio das bandas Almas Mortas e ao excelente show (e infelizmente último) da Ecos & Sussurros e repudiamos por completo a imaturidade, o amadorismo e a falta de consideração da organização e da banda em questão, que não honram suas palavras.

Novamente agradecemos a todos e esperamos vê-los em breve num próximo show da Modus Operandi. Afinal, não há nada como um dia após o outro.

segunda-feira, abril 02, 2007

Mudança no horário do show do dia 06/04 (mais cedo)!

Atenção! Informamos que houve uma mudança na grade de apresentação das bandas, sendo que no caso da Modus, iremos nos apresentar mais cedo, o que facilita para aqueles que querem ir e voltar para casa antes, os novos horários são:


Dj Nick (IBM,Eletro Gothic,Dark Eletro)
17:00/17:50 Memorias de P.A.N ( Grunge)
18:00/18:50 Os Gralhas (Hardcore Suf Music)
19:00/19:50 Ecos e Sussuros
20:00/20:50 Almas Mortas
21:00/21:50 Modus Operandi
22:00/22:50 Os Carnisas
23:23/00:50 Insurgentes
00:00/00:50 Bosta Rala
01:00/01:50 Insetos S.A (Insetos Indeliquentes)

Endereço: Rua Direta do Colina Azul
Antigo Ferro Velho, Perto do Bom Preço De Pau da Lima.

Ingressos: $ 4,00 Reais

Data: 6 de Abril 2007

*Limite de 3 mil pessoas
*Tera 3 Tipos de Policiamento na porta

segunda-feira, março 19, 2007

Show da Modus no Festival Rock Underground 2007!



Festival Rock Underground 2007

Bandas:
17:00/18:00 Dj Nick (IBM,Eletro Gothic,Dark Eletro)
18:00/18:50 Memorias de P.A.N
19:00/19:50 Os Gralhas
20:00/20:50 Ecos e Sussuros
21:00/21:50 Insetos S.A
22:00/22:50 Os Carnisas
23:00/23:50 Insurgentes
00:00/00:50 Bosta Rala
01:00/01:50 Modus Operandi
02:00/02:50 Almas Mortas

Endereço: Rua Direta do Colina Azul Antigo Ferro Velho, Perto do Bom Preço De Pau da Lima.

Ingressos: R$ 4,00

Data: 6 de Abril 2007

*Limite de 3 mil pessoas
*Policiamento na porta do evento

Maiores informações, acessem o perfil do Orkut, com fotos do local do evento: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7643856119227133785

Compareçam!

sábado, fevereiro 24, 2007

Modus Operandi no My Space.

É isso mesmo, a Modus Operandi acaba de criar o seu nicho no My Space. Para os que ainda não conhecem, o My Space é uma espécie de site que abriga várias bandas, muitas famosas inclusive! A principal diferença entre o My Space e outros é que neste é possível interagir com o fã de várias formas simultaneamente, seja com blog, fotolog, rádio online, etc. O My Space possui tudo isso e muito mais!
Outra característica interessante é que bandas menores podem solicitar as maiores que sejam suas "amigas" (um recurso que existe também nos fotologs) facilitando assim a visibilidade e ajudando a propagar a música. Algumas bandas que já adicionaram a Modus como amigas: Poesie Noire, Black Tape for a Blue Girl, SPK e as nacionais Almas Mortas e 5 Generais, entre outras!
Convidamos a todos a acessarem, clicando em:
Ou se preferirem, cliquem também na nossa lista de links que se localiza aí embaixo a direita.
Abraços e até o show do dia 10/03!!!!

sábado, janeiro 06, 2007

Nordeste Gothic Reunion!!




Atenção! Um evento com o intuito de catalizar todas as tendências ná área de música obscura (Industrial, Pós Punk, Gótico, etc.) terá seu primeiro passo dado aqui em Salvador!! E a Modus, como não poderia deixar de ser, fará parte!! Trata-se do NORDESTE GOTHIC REUNION, que acontecerá na Zauber Multicultura (onde ocorreu o último Darktronic) com participação de várias bandas nordestinas e DJs (alguns do line up da Raven Produções!):
I Nordeste Gothic Reunion- Assembléia das Sombras
A maior reunião dark/goth do Brasil!
Data: Sábado, 10 de Março de 2007
Hora: 19:00h
Local: Zauber Multicultura / Salvador (acesso pela ladeira atrás da Prefeitura, antes da Praça da Sé)
Bandas:
PLASTIQUE NOIR [FORTALEZA/CE] "Darkwave/gothic rock"
MODUS OPERANDI [SALVADOR/BA] "Industrial/pós-punk"
ORQUÍDEAS FRANCESAS [CAMPINA GRANDE/PB] "Pós-punk/glam gothic"
ALMAS MORTAS [SALVADOR/BA] "Pós-punk/gothic rock"
JARDIM DO SILÊNCIO [Simões Filho/BA] "Electro gothic/pós-punk"
DESRROCHE [SALVADOR/BA] "Rock industrial"
++ 6 DJ´s(Lof+Desade+Geroncio Xymox+Lohak+Devilla+punk) ao todo serão quase 12 horas de festival!
Ingressos antecipados: R$10,00 Ingressos na porta: R$15,00
PONTOS DE VENDA:
* SMILE STAMPS - Centro (Tel.: 71 3322-1907 )
* ANDARILHO URBANO – Shopping Iguatemi (Tel.: 71 3450-4533 )
* MANIAC RECORDS – Vivi Center / Pituba (Tel.: 71 3354-1735 )
Para maiores informações, o evento já possui alguns canais de divulgação, conforme abaixo:
Contamos com a ajuda e a presença de todos neste importante acontecimento!

domingo, dezembro 31, 2006

Mensagem de fim de ano!


"Que as engrenagens do tempo, no novo milênio, movam tua alma, e que esta se propague como o som e conquiste o espaço"

Esta mensagem foi enviada pelos Correios a alguns de nossos admiradores, graças ao trabalho de André e Marcos. Acho que foi no final do ano de 2005 ou 2004 (a memória me falha!). Apesar do tempo, acreditamos que ela continua mais atual que nunca!

Mais uma vez, agradecemos de coração a todos que colaboram e ajudam, seja de uma forma ou de outra. Relacionar nomes seria injusto, pois infalivelmente esqueceríamos alguém (afinal, são 10 anos!), mas todo aquele que ler esta mensagem sinta-se agradecido pela comunidade Modus Operandi!

Um feliz ano novo!! Em 2007 voltaremos com força total e com novidades!!

sábado, dezembro 23, 2006

Por onde anda a Modus Operandi???

Afinal, algumas pessoas devem estar se perguntando: "Por onde andam os membros da Modus Operandi??" ou "O que aconteceu com a banda, que sumiu??"
Bem, com o intuito de prestar esclarecimentos a população, aí vão as devidas respostas:
1 - O "furadeirista" Marcos Sampaio encontra-se em viagem de férias, neste momento ele está na cidade de Condeúba (onde???!!!!) visitando a sua querida sogra (sim, ele é um pai de família!!! Ou vocês achavam que não??), ele deve voltar no dia 15 de janeiro.
2 - O baixista André ainda se encontra no Piauí, onde foi para tratamento de saúde e para acompanhar sua filha e sua esposa que vão morar lá (sim, ele também é um pai de família!! Ou vocês achavam que não?), ele aproveitou para realizar alguns trabalhos com ONGs por lá e tudo indica que também deverá voltar agora em janeiro.
3 - O baterista Eduardo dEUS está em sua casa acompanhando o crescimento de sua recém nascida filha (sim, AGORA ele é um pai de família!! Ou vocês achavam que não?), ou seja, está de licença paternidade; que no caso da nossa banda, será extendida.
4 - O vocalista/tecladista David está envolvido numa nova produção reunindo a Modus e outras excelentes bandas (aguardem!!) a ser realizada provavelmente em março de 2007, também tem trabalhando muito. E ainda NÃO é pai de família!! Ou vocês achavam que sim?
Portanto, só voltaremos realmente as atividades em janeiro de 2007, e com força total!! No mais, a banda aproveita para desejar um faliz Natal a todos que acompanham nossa trajetória e um ano novo repleto de realizações e conquistas (nós todos precisamos!!).
E você?? Deixe sua mensagem para a banda nos posts abaixo, faça deste blog uma ferramenta mais participativa!! Apareça!!
Abraços a todos!!!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Mais um pra lista!!! (André Black Bell)


Hoje é um grande dia. Te matarei amanhã. Talvez o amanhã tenha passado e você, roqueiro, ainda terá a chance de ler um dos maiores clássicos da literatura mundial: O Retrato de Dorian Gray, obra-prima parida pelo(a) Sr(ª) Oscar Wilde (1854-1900).

Sem muitos rodeios, este(a) gênio(sinceramente, nunca soube o feminino de tal palavra) conseguiu neste conto desnudar toda a corrupta sociedade vitoriana, dissecando exatamente os costumes e ideais perseguidos pelos(as) ingleses(as) daquela época. Época em que a existência do(a) autor(a) jamais encontraria espaço.

Dorian Gray é um jovem que tem como salvo conduto a sua rara beleza. Após posar para um renomado pintor, ele acaba desejando que o tempo se encarregue de conservar a sua juventude da mesma forma que ela está eternizada no belo retrato, recém-pintado. O trânsito de Dorian por todas as camadas da sociedade britânica, o culto formado ao seu redor, bem como a influência causada nas vidas das pessoas que ele se aproxima são os elementos que tornam este suspense encantador.

Leitura indicada nestes tempos de top models, anabolizantes, anorexia, bulimia, overdoses e outros hypes do momento.

sábado, outubro 14, 2006

Um livro fundamental!! (David Vertigo)


Dando prosseguimento, agora cada um da Modus irá abordar uma obra literária que considera de grande valia e que serviu de inspiração para nossa música:
"O Circo dos Horrorres e outras histórias" de Everaldo Moreira Véras é um livro de contos fantásticos que a primeira vista pode parecer bastante semelhante as obras de Franz Kafka. Não é. Ao avançar as páginas, o leitor irá decobrir um mundo onde situações limite pressionam os protagonistas a tomar atitudes extremas, muitas delas com consequências absurdas!!
É o caso do conto que dá origem ao título do livro, onde dois candidatos a vaga de mágico no Circo dos Horrorres enfrentam-se num embate de desfecho impressionante. Ou no conto "O Caminhão", mostrando um homem que passou a vida inteira batalhando por um caminhão quando de repente, num golpe do destino, é colocado num desafio em seu trabalho onde o prêmio é o tão sonhado objeto de desejo. As histórias do livro, embora diferentes entre si, sempre abordam pessoas em conflitos existenciais onde o mais fantástico é que qualquer um de nós pode estar passando por algo semelhante. Trincheiras que podem levar o homem ao limite da sanidade, da incerteza...Afinal, onde termina o que é certo e começa o que é errado??
O livro me impressionou tanto, que fiz uma música instrumental do mesmo nome da obra genial do escritor Everaldo Moreira Véras. Para os interessados: esta coletânea de contos foi publicada pela editora FTD, integrando a coleção "Falas Contemporâneas - Contos". Não deixe de ler!
E pensar!

sábado, setembro 09, 2006

Um Disco Marcante! (Marcos Sampaio)

No ano de 1993 Arnaldo Antunes após se afastar da mais famosa e bem sucedida banda do rock nacional (Titãs) recrutou um time de músicos de primeira: Edgar Scandurra-guitarras/efeitos, Paulo Tatit-baixo, Arto Lindsay-guitarra/programações, Peter Price-percussão com objetos e Zaba Mureal-teclados/programações.
E mergulhou de cabeça no seu trabalho solo. O resultado deste encontro é o disco/livro/vídeo "Nome".Músicas como:"Nome","O Macaco","Diferente" são exemplos da genialidade deste alquimista das palavras.
Uma verdadeira aula de experimentalismo,música popular e poesia concreta.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Um Disco Marcante (André Black Bell):


Atenção góticos e satanistas de plantão: eis a prova definitiva de que nenhum dos famosos "trues" ou "extremes" (de Alice Cooper e Black Sabbath aos contemporâneos Impaled Nazarene e Marilyn Manson) foram os responsáveis por abrir as portas do mundo da música para o capeta! O autor de tal façanha foi o Sr. Jalacy Hawkins (1929-2000) que atendia pela alcunha de Screamin' Jay Hawkins.

Não vou escrever sobre o seu falecimento num palco, em plena atividade, na cidade que tanto amou ( I Love Paris de Cole Porter), nem dos 75 filhos que compareceram ao seu funeral e que ele sequer conheceu qualquer um deles.


Vamos fazer uma viagem de volta ao continente americano da década de 50, mais precisamente nos E.U.A.: neste período a segregação racial atingia o seu apogeu tendo como referência máxima o apartheid sulafricano. Inúmeros filhos da diáspora africana se organizavam em grupos políticos, religiosos e culturais de resistência para fazer uma gigantesca frente de resistência ao maior de todos os tentáculos do capitalismo. Da mesma forma em que no Brasil estas ações estavam representadas, entre outras, no Samba, no Candomblé, na Capoeira, nos impactos causados pela Frente Negra, organização política e paramilitar já extinta na época, e no T.E.N. ( Teatro Experimental do Negro ), o Blues foi uma das principais armas musicais utilizadas pelos cabras do andar de cima deste imenso continente.

Um Estados Unidos próspero graças à vitória na Segunda Guerra Mundial, dos anos dourados de sua indústria automobilística dominante em todo o planeta, que nem de longe lembrava a "biela" em que passou com a crise da bolsa de valores na década de 20. Um país cuja sociedade estava essencialmente pautada nos valores cristãos, moralistas, empreendedores, capitalistas e brancos. Neste mesmo lugar, um bluesman resolve ultrapassar a linha existente entre o trinômio vodu-putaria-malandragem guetizado e o mundo do politicamente correto dos Sinatras da vida, tendo como objetivos mostrar uma das maiores grandezas de seu povo, assombrar as boas famílias brancas e cristãs, bem como sequelar os seus "anjinhos" (que viviam grudados na tevê à espera do simpático Gato Félix ou do Superman que garantia a existência da nova ordem em todo o planeta, segundo os seus conceitos de harmonia) a partir daquela geração. Tudo isso de forma sarcástica, assombrosa, talentosa e bem humorada na música pop.

O fato é que o norte da américa jamais esteve preparada para assistir as performances ao vivo de um "negão dus infernu" com direito a caixões, velas, caveiras flamejantes, objetos satânicos, em que o sexo bizarro, o canibalismo, o inferno e todas as potestades que lá habitam, entre outras "pérolas", eram temas constantes dos seus shows.

A sua voz semelhante a urros de "sucurí-esquizofrênica-e-possessa-por-falta-de-comida-na-beira-do-rio" está registrada em canções psicóticas como I Put a Spell on You (gravada com a banda totalmente alcoolizada), I Hear Voices (sobre o momento histórico em que o mestre tem a honra de receber a visita do chifrudo e toda a sua côrte em casa), Alligator Wine (o melhor registro artístico-musical das "viagens" e sequelas causadas pelo consumo de uma garrafa de vinho São Jorge), Feast of the Mau Mau ( referência cômica e direta do seu alter-ego, a famosa tribo queniana, que tem como esporte predileto atacar europeus desavisados que praticam safaris pra'quelas bandas de lá) e Constipation Blues ( uma singela homenagem à popular "dor de cagar"), só para citar algumas!

O mundo de Screamin' Jay Hawkins pode descrito como o blues sônico, trovejante, aloprado, putanheiro, histérico, muito doido elevado à potência enésima jamais visto, lido e ouvido, feito por um cara que acredito que soube viver e sobreviver a todo o contexto descrito nestas linhas.

E como falar de música sem a presença da mesma é sacanagem, deixo disponível o disco que ilustra este post para download (é só clicar na foto acima).

Sugestão: vá na geladeira, pega aquela garrafa de São Roque esquecida no fundo da geladeira, daquele antológico churrasco em sua casa com direito àquela performance do seu pai bêbado em cima da mesa, em exposições de pentelhos grisalhos, saco pelancudo, bunda caída e vômitos mil aos embalos de "vixe mainha" pros seus coleguinhas, pra sua nova(o) namorada(o), e som na caixa!!!

terça-feira, agosto 29, 2006

Um Disco Marcante (Eduardo dEUS)

"Com esta crescente e justa valorização e aceitação de nós negros hoje na sociedade, se torna oportuno escrever sobre o "ídolo negro"da música brasileira, pós Roberto Carlos, filho de uma prostituta, alcoolátra, de infância pobre vivendo em internato e que não conheceu os pais, foi abandonado ao nascer no lixo em Campo dos Goitacases-Rj, em 1948.
Como podem ver, tem tudo para ser um personagem de uma das composições de Tom Waits. Falo de Evaldo Braga que, com apenas dois discos: O ÍDOLO NEGRO (1971) e O ÍDOLO NEGRO vol.2 (1972) ,foi capaz de nos brindar com verdadeiros clássicos da música brasileira, taxado como "brega", mas, eu diria: música de qualidade. Canções como: Sorria,sorria/A cruz que carrego/Eu não sou lixo e Noite cheia de estrelas, (esta última, fora interpretada no filme MADAME SATÃ por Lázaro Ramos). Estas canções retratam muito bem a vida levada por Evaldo Braga.
O "ìdolo negro" Evaldo Braga teve uma carreira relâmpago mas, de estrondoso sucesso, fora interrompido de provar mais deste sabor aos 25 anos de idade em 31 de Janeiro de 1973, num acidente automobilistico em Três Rios-Rj, completamente embriagado. Talvez estivesse cantando uma das suas canções: A vida passando por mim preciso esquecer/assim como estou é inútil que vou fazer?"

quarta-feira, agosto 23, 2006

Um Disco Marcante (David Vertigo)

A partir de agora, cada membro da Modus irá postar um pequeno comentário sobre um disco que ouviu e que foi marcante, seja como influência na formação musical ou apenas como ouvinte. Quem estréia esta seção é o Digitador/vocalista David:
"Acho que foi entre 1992 e 1993, um amigo meu chamado Rodrigo (Kigo, que mais tarde também tocaria na Modus) foi até minha casa levando dois discos: um era o "Once Upon a Time" de Siouxie & The Banshees e o outro foi "Substance" do Joy Division. Ele disse: "Cara, ouça estes discos, achei este tipo de música muito triste, talvez você goste!". Lembro que passei rapidamente o disco de Siouxie, na época não gostei muito, e logo depois corri para ouvir o Joy, pois já tinha lido sobre o suícido do vocalista Ian Curtis. Fiquei imediatamente encantado e hipnotizado com aquele tipo de música:, os climas, os vocais sombrios, o som do baixo na frente da guitarra (foi o que me influenciou a tocar baixo), tudo!! Sempre que ouço este disco tenho a mesma sensação, é inesquecível o final de "Leaders of Men" com aquelas guitarras, o instrumental de "Incubation", o ritmo de "Autosuggestion"!!! Como ficar imune a uma música tão fascinante e perturbadora??
Foi a partir daí que comecei a ouvir Gothic Rock, Pós Punk e afins, numa paixão que dura até hoje e, acredito, não vai terminar! Nunca!!"